
ALTAMIRA (PA) — O quilo do cacau que chegou a ser vendido por apenas R$ 8,00 em fevereiro agora é cotado entre R$ 14,50 e R$ 15,50. Depois de uma queda forte entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, o mercado internacional reagiu nas últimas semanas e o preço pago ao produtor no Pará melhorou.
Em novembro de 2025 o preço ainda estava em torno de R$ 19,00 o quilo na região. A partir de janeiro a cotação despencou. Em fevereiro produtores de Uruará e da Transamazônica relatavam valores tão baixos quanto R$ 10,00 e até R$ 8,00 o quilo. Naquele momento o valor estava abaixo do custo de produção, que gira em torno de R$ 18 a R$ 20 por quilo considerando mão de obra, insumos e transporte.
Agora em maio de 2026 a situação é diferente. De acordo com as cotações do Mercado do Cacau, o Pará negocia o produto entre R$ 14,50 e R$ 15,50 o quilo. A alta acompanha a valorização na bolsa de Nova York e o retorno de compradores ao mercado regional.
Mesmo com a melhora, o preço atual ainda fica distante dos valores altos registrados em 2024 e início de 2025, quando o quilo chegou a ultrapassar os R$ 30,00 em várias praças. Produtores locais seguem cautelosos.
“Foi um período complicado. Vendendo a R$ 8 mal cobria as despesas. Agora melhorou um pouco, mas ainda está baixo para garantir renda boa”, comenta um produtor de Uruará que preferiu não se identificar.
Maio e junho são meses importantes de safra na Transamazônica. A recuperação chega em boa hora para quem guardou amêndoas, mas o setor cobra medidas para proteger o produtor nacional e estabilizar os preços a longo prazo.
O cacau continua sendo uma das principais atividades econômicas da região. Depois de atravessar o período mais difícil dos últimos tempos, o campo começa a ver um horizonte um pouco mais claro.
O Xingu 230 acompanha de perto a evolução do mercado e segue trazendo as informações atualizadas para você.