
No último domingo, dia 30, um comerciante foi preso em flagrante na área rural de Medicilândia, sudoeste do Pará, por fabricar e comercializar ilegalmente armas de fogo. O suspeito foi identificado como Carlos Lima Cardoso, de 51 anos.
A situação começou quando a Polícia Civil recebeu denúncias de que um homem estava supostamente portando e exibindo uma arma de fogo na cintura em um bar situado no km 110 Sul, a 5 km da BR-230. Ao chegarem ao local, os policiais foram informados por populares que o suspeito, conhecido pelo apelido de "Cabeludo", havia fugido antes da chegada da equipe policial.
Os agentes receberam informações preliminares que sugeriam que o suspeito não apenas portava uma arma caseira, mas também estava envolvido na fabricação e venda ilegal de armas de fogo no município. Com base nisso, os agentes começaram a buscar o suspeito para localizá-lo e identificar o local onde essas armas eram fabricadas.
Após algumas investigações, a Polícia Civil conseguiu localizar uma residência situada no km 122, a cerca de 6 km da BR-230, onde a fabricação das armas estava ocorrendo. Foi nesse local que Carlos foi detido. A operação recebeu apoio da Polícia Militar para realizar a abordagem.
No local, foram encontradas quatro armas de fogo de fabricação caseira, incluindo duas espingardas e duas armas curtas. Além disso, foram apreendidas uma munição calibre 36 intacta e várias munições deflagradas não identificadas. Também foram confiscados equipamentos e materiais usados na fabricação das armas, como lixadeira, makita e furadeira, além de pólvora, chumbo e esferas.
Carlos foi detido sob acusação de comércio ilegal de arma de fogo e conduzido, junto com todo o material apreendido, para a Delegacia de Polícia Civil em Medicilândia para os procedimentos legais necessários. Conforme estabelecido pelo artigo 17 do Estatuto do Desarmamento, o comércio ilegal de armas de fogo é considerado crime. Quem compra, vende ou fornece arma de fogo, acessório ou munição sem autorização ou em desacordo com a lei ou regulamento pode ser condenado a uma pena de 6 a 12 anos de prisão, além do pagamento de multa.