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Pará Operação da PF

PF prende suspeito de escoltar e enviar garimpeiros ilegais até terra indígena no Pará

Um helicóptero que pertencia ao investigado foi apreendido na operação.

14/05/2021 09h37
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Por: Redação Xingu 230 Fonte: G1 Pará
Reprodução / Polícia Civil
Reprodução / Polícia Civil

Foi preso, nesta quinta (13), pela Polícia Federal (PF) em Jacareacanga, sudoeste do Pará, um homem suspeito de envolvimento em esquema de escolta para o garimpo ilegal.

A ação, segundo as investigações, providenciava o envio de máquinas e homens para dentro de Terra Indígenas Munduruku. Um helicóptero, que pertencia ao investigado, foi apreendido.

Os equipamentos eram usados para instalação ou ampliação de garimpos ilegais na área protegida. O homem, que tinha prisão temporária decretada pela Justiça, estava foragido desde o dia 21 de abril, quando foi realizada operação que apreendeu carros de luxo e documentos.

A PF informou que a prisão ocorreu entre a noite de quarta e a manhã desta quinta, quando foi descoberta a localização do foragido e repassada à Polícia Civil local, que colaborou no cumprimento do mandado de prisão.

O preso foi apresentado no Posto da PF em Itaituba e, em seguida, conduzido ao Centro de Recuperação Regional de Itaituba (CRRI), onde deve permanecer sob custódia.

A operação Divitia da Polícia Federal apreendeu, no dia 22 de abril, dois carros de luxo, uma BMW Z4 e um Chevrolet Camaro SS, além de documentos e um aparelho celular de um suspeito de abrir garimpos ilegais em terras indígenas em Itaituba, sudoeste do Pará. O investigado conseguiu fugir.

A Justiça havia determinado o sequestro de três helicópteros de possível propriedade do suspeito.

De acordo com a PF, o homem é suspeito de realizar escolta, através de helicópteros de sua propriedade, de máquinas e garimpeiros para dentro de uma área da Terra Indígena (TI) Munduruku.

As investigações apontam para a possibilidade da utilização de helicópteros com homens armados dentro deles para garantir a entrada de máquinas pesadas e pessoas para uma região conhecida como Igarapé Baunilha, no interior da TI, para a instalação ou ampliação de garimpos ilegais.

Os suspeitos são investigados por usurpar, produzir ou explorar matéria-prima pertencentes à União, com pena de detenção de um a cinco anos e multa; penetrar em Unidades de Conservação sem licença e extração mineral ilegal, ambos com penas de detenção, de seis meses a um ano e multa; posse e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, com pena reclusão de 3 a 6 anos e multa; além de associação criminosa, com pena de reclusão de 1 a 3 anos.

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