
A fiscalização está concentrada nas empresas que trabalham com o beneficiamento da madeira, em especial, as serrarias. O estoque no pátio desses depósitos foi fiscalizado, e a documentação de origem da madeira checada. A ação é realizada pelos analistas ambientais do Ibama, que vieram de Santarém, e contou com apoio dos policiais militares que atuam na região de Uruará.
As equipes de fiscalização montaram o comando da operação no prédio da secretaria municipal de meio ambiente de Uruará, e iniciaram a fiscalização no início da manhã. Nos depósitos e madeireiras checadas, o trabalho foi suspenso, e os funcionários orientados a deixarem o local. Segundo o chefe da operação, o analista ambiental Hugo Loss, a fiscalização tem como foco a legalização das atividades na região, e o combate ao desmatamento ilegal.
Dados
Em 2019, segundo dados do Imazon, o Pará registrou 37% do total desmatado na Amazônia. Os números mostram que as áreas protegidas também foram exploradas de forma ilegal. O boletim mostra que, em janeiro deste ano, 67% do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante ocorreu em assentamentos - 21%; terras indígenas - 7%; e unidades de conservação - 5%.
A unidade de conservação mais desmatada foi a APA Triunfo do Xingu, no Pará. Foram 3 km² de desmatamento. Outras áreas como APA do Tapajós e Resex Verde para Sempre, também no Pará, aparecem no ranking. Em relação a terras indígenas, o Pará também lidera o ranking. A Terra Indígena Ituna/Itatá teve o maior índice de desmatamento, com 4 km², seguido da Aripuanã, que abrange Rondônia e Mato Grosso, com 1,5 km².
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