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Poli Metropolitana oferta 300 mamografias e 300 consultas na mastologia em programação do Outubro Rosa

Programação visa facilitar acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento no estado visando à redução da mortalidade pelo câncer de mama

14/10/2021 10h45
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Por: Redação Xingu230 Fonte: Secom Pará

No decorrer do mês de outubro, 300 mulheres com idade de 50 anos ou mais serão acolhidas na Policlínica Metropolitana, em Belém, para o atendimento no serviço de mastologia da unidade, como parte da mobilização em torno da campanha Outubro Rosa, promovida pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). A unidade é referência do Governo do Estado na resolutividade diagnóstica às diversas patologias. A programação tem como finalidade intensificar as informações sobre o acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento no Estado visando à redução da mortalidade pela doença.

Para a diretora executiva da Poli Metropolitana, Liliam Gomes, a campanha terá como objetivo o fortalecimento das ações preventivas no Estado que ajudam a salvar vidas. “Durante este mês, a unidade está completamente ornamentada com adereços cor de rosa, para lembrar aos nossos usuários sobre a necessidade do cuidado com a saúde feminina. Disponibilizamos, desde o início do mês, 300 consultas na mastologia e 300 exames de mamografia para garantir o acesso da mulher aos cuidados e prevenção do câncer de mama, que é a segunda maior causa de morte entre as mulheres no Pará, seguido do câncer de colo de útero”, destacou a gestora.

“Lembramos que o serviço de mastologia não é apenas disponibilizado durante o mês de outubro. Mas, estamos sempre fazendo parte dessa campanha do Outubro Rosa para garantir que a mulher tenha acesso ao serviço de qualidade no cuidado com a sua saúde. O acesso é através das ações do TerPaz e da atenção básica de saúde, através do encaminhamento da rede”, detalhou Liliam Gomes.

Conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 80% dos tumores de mama são descobertos pelas próprias mulheres. A recomendação é que cada uma conheça detalhadamente as suas mamas, o que facilita a percepção de qualquer alteração. “Ainda é um enfrentamento para o Estado reduzir esse índice e conscientizar as mulheres sobre a importância do autocuidado e a busca do acesso tanto ao especialista quanto para a realização do exame de prevenção. E ao primeiro sinal e/ou alteração na sua mama a mulher deve procurar o serviço de saúde”, enfatizou Liliam Gomes.

 

Estatísticas

No Pará, o câncer de mama vitimou fatalmente 216 mulheres ao longo de 2021. Segundo dados da Sespa, 2020 foram registrados 330 óbitos e, em 2019, 315. Em relação à incidência de casos, o número segue em declínio pelo segundo ano consecutivo. Em 2019, foram 677 casos e desceu para 646 ocorrências em 2020. Neste ano, até o momento, já são 299 casos. Sobre as faixas etárias, os indicadores apontam que a doença tem sido maior entre mulheres de 50 a 59 anos (28%), seguidas por 40 a 49 anos (27%) e 60 a 69 anos (21%), levando em conta os casos ocorridos entre 2019 e 2020. 

“Atualmente o SUS disponibiliza 27 serviços de mamografia em todas as regiões de saúde do Estado. Mas, a principal problemática continua sendo a dificuldade do acesso às localidades. O momento é de muito desafio para a saúde pública, já que a pandemia afastou muitas mulheres das consultas e das medidas de prevenção contra o câncer de mama”, relata Patrícia Martins, coordenadora estadual de Oncologia da Sespa.

Para o secretário de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, a campanha Outubro Rosa deste ano, vem como um desafio para a saúde pública, já que a pandemia da covid-19 afastou muitas mulheres das consultas e das medidas de prevenção contra o câncer de mama.

“Nosso objetivo é massificar a informação de quanto é importante que as mulheres se cuidem precocemente. A ida ao médico, o autoexame, são armas fundamentais neste combate ao câncer de mama. A Poli Metropolitana é uma grande aliada nesta luta. É uma unidade do Governo do Estado referência em diagnóstico de forma célere a assertiva, com equipamentos de alta qualidade para a realização de exames de imagem e consultas com profissionais renomados em sua área de atuação”, observou o titular da pasta.

Tratamento

A mastologista Mary Helly Valente, coordenadora do serviço na Poli, destaca que segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a mulher deve começar os seus exames de rastreamento, a partir dos 40 anos de idade, se não tiver histórico familiar. Caso ela tenha, essa idade reduz, conforme a avaliação e a indicação do seu mastologista. “Sim, o câncer de mama tem cura, principalmente com ele é detectado precocemente, as chances de cura chegam a 95%. Reforço mais uma vez a importância de realizar os exames, a mamografia, que é o exame da prevenção secundária, detectando lesões iniciais ainda não palpáveis, as chances de cura são muito grandes”, destacou a médica.

A especialista aponta, ainda, que o tratamento é variável e individualizado, de acordo com o estado clínico da paciente. “Nos estágios iniciais é possível tratar apenas com a cirurgia. Em situações mais avançadas é necessário fazer quimioterapia, radioterapia e dependendo do tipo de câncer é necessário usar a hormonioterapia, por meio de medicação via oral, podendo fazer uso dela de 5 a 10 anos, dependendo do tipo de câncer. O mais importante é saber que independentemente do tipo de câncer existe tratamento, ressaltando que quanto mais precoce o câncer é diagnosticado, mais elevadas são as chances de cura”, observou Mary Helly Valente.

São considerados sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama e de referência urgente para a confirmação diagnóstica:

- Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos.

- Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual.

- Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade.

- Descarga papilar sanguinolenta unilateral.

- Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos.

- Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral.

- Presença de linfadenopatia axilar.

- Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.

- Retração na pele da mama.

- Mudança no formato do mamilo.

Texto: Roberta Paraense/Policlínica Metropolitana

Por Luana Laboissiere (SECOM)
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