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Assistentes sociais fortalecem atendimento a vítimas na Fundação ParáPaz

Quem trabalha com vítimas de violência enfrenta os mais diversos desafios todos os dias. Talvez um dos mais doloridos seja lidar com casos de violência sexual, especialmente quando as vítimas são crianças e adolescentes. No Estado, a...

15/05/2021 20h20
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Por: Redação Xingu230 Fonte: Secom Pará

Quem trabalha com vítimas de violência enfrenta os mais diversos desafios todos os dias. Talvez um dos mais doloridos seja lidar com casos de violência sexual, especialmente quando as vítimas são crianças e adolescentes. No Estado, a Fundação ParáPaz garante acolhimento psicossocial tanto às mulheres quanto às crianças e adolescentes, minimizando o sofrimento nesse momento tão delicado.  

“É gratificante saber que as crianças e os adolescentes têm um local que possam procurar e receber um atendimento diferenciado, sem passar por qualquer pré-julgamento do que elas nos trazem”, comentou Maria de Lourdes Monteiro, assistente social na ParáPaz Santa Casa, em Belém, que atende exclusivamente casos de violência sexual infantil.

A profissional atua há 11 anos no mesmo local e lembra de quando o atendimento integrado não era uma realidade no Estado. Porém, esse cenário mudou com a implantação da Fundação ParáPaz e as vítimas já podem ser assistidas de maneira mais eficiente, evitando o abalo emocional e a revitimização.

“Antigamente ficávamos andando com a vítima de um lado para o outro buscando apoio. Íamos pra delegacia mais próxima da casa dela e isso era desconfortável para a família e também para a criança”, concluiu.

Hoje, o ParáPaz Integrado é o principal serviço público estadual especializado no atendimento às crianças, adolescentes, mulheres e suas famílias em situação de violência no Pará e o papel da assistente social dentro do órgão é fundamental, pois é com ela o primeiro contato da vítima que chega na unidade em busca de orientação, como esclarece Lílian Ribeiro, da ParáPaz Mulher Belém, que exerce a profissão há mais de 12 anos.

“No acolhimento é que nós vamos ouvir e compreender um pouco do contexto histórico dessa mulher, da sua família, dos seus filhos, do seu relacionamento, das dificuldades que ela tem, dificuldades financeiras, socioeconômicas, e assim a gente vai usar os instrumentais tão necessários que é a escuta, para que ela possa receber as orientações e os encaminhamentos necessários”, acrescenta Lílian.

De acordo com a assistente social, durante a conversa há reflexões e esclarecimentos sobre os tipos de violência. Muitas vezes a vítima não percebe outras violências além da qual foi registrada na delegacia naquele momento. Apesar de lidar com problemas que abalam tanto as mulheres diariamente, ela garante que acompanhar a evolução da usuária é ainda mais compensador.

No município de Parauapebas, o polo é referência e atende toda a região dos Carajás. A assistente social, Vanda Lopes, lotada na unidade, afirma que a experiência é única, principalmente quando os resultados aparecem de forma positiva. “Ver a evolução das vítimas é gratificante pois elas retornam com outras perspectivas sobre a vida e sobre as relações trabalho”, avalia Vanda.

A Fundação ParáPaz dispõe de dezesseis núcleos de atendimento e conta com trinta e nove assistentes sociais em todo o Estado. Na Região Metropolitana de Belém as unidades que atendem exclusivamente crianças e adolescentes são: CPC Renato Chaves; Santa Casa e Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) Ananindeua. Já a ParáPaz Mulher e a Sala Lilás, acolhem somente mulheres. Os polos integrados com a Delegacia da Mulher (Deam) e  Deaca estão localizadas nos municípios de Altamira; Bragança; Breves; Marabá; Paragominas; Santarém; Tucuruí; Parauapebas; Vigia e Santa Maria.

Por Nathalia Mota (PARAPAZ)
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