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Pará Superação

Piloto santareno que ficou 36 dias desaparecido na Floresta Amazônica lança livro

Intitulado “36 Dias”, a obra conta a história de aventura e milagres de Antonio Sena. O piloto falou sobre o projeto no Programa da Fátima Bernardes. Veja.

14/05/2021 09h09
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Por: Redação Xingu 230 Fonte: Giro Portal
Piloto santareno que ficou 36 dias desaparecido na Floresta Amazônica lança livro

Após sobreviver a queda de avião e ficar desaparecido por 36 dias na Floresta Amazônica, o piloto santareno Antonio Sena, resolveu contar sua história através de um livro, que será lançado em junho pela Buzz Editora.

De acordo com Sena, o projeto é mais que um manual de sobrevivência na selva. É um manual de sobrevivência na vida. Onde as pessoas irão descobrir como encontrar forças para superar seus maiores desafios e seus maiores medos.

Antonio havia embarcado da cidade de Alenquer, no Pará, com destino a Pista Califórnia, no município de Almeirim, no mesmo estado. A distância do voo era de 245 km com uma duração prevista de pouco mais de uma hora. Porém, não foi isso que aconteceu. A pane no motor obrigou o piloto a fazer um pouso de emergência no meio da mata e, a partir disso, iniciar uma verdadeira batalha pela vida.

As chances de sobrevivência em uma queda de avião na maior floresta do mundo (5.500.000 km²) são pequenas. Toninho, que é piloto há 10 anos, com experiência internacional, contou com o poder do corpo e da mente para lutar pela vida, longe de qualquer sinal de civilização em meio à fauna e à flora mais abundantes do planeta.

"Eu comia um pão ou meio pão por dia, me alimentava basicamente de frutos para guardar o que tinha trazido. Via os macacos comendo e pensava, se eles comem, posso comer também. Água, ainda bem, encontrei em abundância. Perdi 35 quilos", contou ele, que revelou seu maior inimigo: o medo.

Sobre viver ou sobreviver? O livro relata os sentimentos mais íntimos que o piloto teve durante o voo, a queda, e, principalmente, o tempo passado na floresta amazônica em busca de salvação. A obra ainda traz detalhes de como Toninho lidou com a incerteza de um resgate improvável, com os maiores predadores da floresta: onça, cobra sucuri, jacarés e insetos, assim como sua rotina para sobreviver, muitas vezes caminhando em direção ao Sol, movido por fé e esperança a todo momento.

Trinta e seis dias em uma floresta pode ter parecido uma eternidade, mas será que não foi o tempo que precisava para Antonio se reconciliar com Deus? O livro é um verdadeiro relato de alguém que se deparou em uma situação em que precisou escolher, imediatamente, que rumo da vida deveria tomar. Nessas situações, não se tem muito tempo. É agir ou agir.

 
 
 
 
 
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