
O bloqueio começou ainda na madrugada desta quarta-feira (28), quando cerca de 20 indígenas das etnias Xipaya e Curuaia, fecharam a rodovia em protesto contra a empresa Norte Energia. Os índios afirmam que a empresa não cumpriu como o acordo firmado após o último protesto, e retornaram à rodovia como havia anunciado uma liderança. Segundo a Polícia Rodoviária Federal um grupo de indígenas se dirigiu até o escritório da empresa para negociar um novo acordo, e conseguiu que um reunião fse agendada para à tarde, entre os indígenas, representates da Funai em Altamira, e a coordenação da empresa.
Na pauta de reinvindicações os índos da comunidade Jericoá, na Volta Grande do Xingu, inclui a retomada de projetos que estão parados, a conclusão de obras, e a manutenção de ações que eles consideram indispensáveis para o funcionamento das aldeias. A lista traz a solicitação da inclusão de indígena da comunidade IWUÁ no TR 24, plano que registra as ações que serão executadas na comunidade Jericoá; a entrega de máquinas e equipamentos para as atividades de lavoura, que segundo os indígenas estão paralisadas; a construção de uma estrada na comunidade Jericoá, entre outros.
O documento foi encminhado ao Ministério Público Federal, à Funai, e à empresa Norte Energia. A sede da Funai em Altamira não tem altorização para gravar entrevista, mas informou que desde o início da manhã está em contato com o grupo de indígenas que protesta na rodovia, e fazendo a intelocuçõ junto ao governo federal e à Norte Energia. A PRF acompanha o protesto desde o início da manhã, e conseguiu que o grupo de manifestantes liberasse um corredor para que a cada 30 minutos os carros possam passar. Veículos ligados à empresa não têm autorização para seguir viagem.
Em nota à imprensa, a Norte Energia informou que as comunidades indígenas da localidade Jericoá estão contempladas nas ações da Empresa, no âmbito do licenciamento ambiental, por meio de programas do PBA-CI, e que no dia 27/08, a liderança da referida comunidade foi atendida pela equipe de Assuntos Indígenas da Empresa, que se mantém, como usual, aberta ao diálogo.





