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Rebelião

Comissão Permanente de Segurança Pública da Alepa chega a Altamira

Prioridade da visita era a vistoria ao Centro de Recuperação, onde 58 presos foram mortos durante uma rebelião.

12/08/2019 15h22Atualizado há 1 semana
Por: Karina Pinto
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Fotos: Karina Pinto/Xingu230
Fotos: Karina Pinto/Xingu230

Os membros da comissão chegaram à cidade às 09h30min desta segunda-feira (12). Logo na chegada eles conversaram com a imprensa, e explicaram o motivo da visita. Com uma agenda apertada eles seguiram direto para o presídio de Altamira, onde passaram quase uma hora visitando as celas. A imprensa não foi autorizada a fazer imagens dentro do centro de recuperação. Após o almoço o grupo se reuniu com o prefeito do município, Domingos Juvenil, e à tarde o encontro foi com movimentos sociais.

Fizeram parte da visita: o presidente da Comissão Direitos Humanos e Defesa do Consumidor, Carlos Bordalo (PT), a deputada Nilse Pinheiro (PRB), a deputada Michele Begot (PSD) da Comissão de Segurança Pública, o deputado Osório Juvenil (MDB) que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça, além de membros do conselho penitenciário, e agentes do Depen. A diretora do centro de recuperação de Altamira, Patrícia Abucatter, recepcionou o grupo, mas não gravou com a imprensa. Segundo representantes da comitiva, o trabalho de investigação não é criminal, mas pretende apurar as causas do massacre. “Recolher subsídios dos fatores que conduziram a essa barbárie, nós não queremos que isso volte a acontecer em nosso em estado”, declarou o deputado Carlos Bordalo.

A visita da comissão incluiu uma reunião com parlamentares e vereadores do município de Altamira, além de uma audiência com o prefeito do município, o que segundo o presidente da comissão, seria uma forma de avaliar como as autoridades locais vêm enfrentando essa problemática. Deputado eleito pela região, Osório Juvenil destacou que o momento é muito sensível, e medidas extremas precisam ser analisadas com muita cautela. “Isso tem que ser analisado pelas autoridades competentes, por especialistas na área, tanto na divisão dessas facções, ou no agrupamento desses presos, mas a verdade é que o preso precisa ter uma situação humana melhor”, declarou o parlamentar ao ser questionado sobre a construção de um presídio federal no Pará.

Sob intervenção federal desde o último dia 1º de agosto, o presídio de Altamira é coordenado por uma Força-Tarefa montada para implementar políticas de segurança já executadas em presídios federais. Serão 30 dias de intervenção que incluem uma série de medidas emergenciais, entre transferências de presos, suspensão de visitas, e a aplicação de novas regras no funcionamento da casa penal.

A medida foi tomada depois que 58 internos do Centro de Recuperação de Altamira foram mortos durante um confronto entre organizações criminosas. Um grupo de presos teria sido ameaçado, e resolveu revidar. No confronto, 16 presos foram decapitados, o restante morreu asfixiado com a fumaça provocada pelo incêndio no Bloco A. Após o massacre 46 internos foram transferidos, 10 deles para presídios federais, mas durante a transferência quatro presos acabaram mortos dentro do caminhão cela, o que levou a polícia a indiciar um grupo de 22 presos.

 

 

 

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