Norte Energia
AbasteceAki 01
Protesto

Ato interditou a estrada do aeroporto em Altamira

Trabalhadores de uma empresa terceirizada alegaram estar há nove meses sem receber salários.

25/07/2019 16h42Atualizado há 5 meses
Por: Karina Pinto
210
Fotos: Karina Pinto/Xingu230
Fotos: Karina Pinto/Xingu230

A manhã foi de protesto na estrada do aeroporto, em Altamira. Um grupo formado por dez ex-funcionários de uma empresa terceirizada da Norte Energia usaram pedaços de madeira e pneus para bloquear a passagem na avenida Tancredo Neves, o que causou confusão no trânsito, e discussão entre motoristas que estavam com voos marcados. Sem trabalho, e com nove meses de salários atrasados, os manifestantes disseram que não irão dessitir até que os pagamentos sejam regularizados.

Um dos manifestantes conversou com nossa equipe, segundo ele, a obra contratada foi a construção do prédio da escola no RUC Pedral. O acordo era executar o serviço e receber mensalmente por ele, mas os salários foram se cumulando, até que a obra acabou e mais da metade dos empregados estavam com nove meses de salários atrasados. Wilson Cabral explicou que um acordo chegou a ser fechado junto ao Sindicato, mas que a empresa terceirizada não cumpriu. "Nós ficamos esperando, e nada, até agora os salários não vieram, e quem vive de aluguel não sabe mais o que fazer, tem energia cortada, gente sem dinheiro nem pra comer", declarou.

Wilson contou que a empresa Norte Energia criou uma especie de fiscalização punitiva, onde ítens elencados como inadequados pela equipe de segurança da empresa geram suspensão nos pagamentos. Ele conta que os fscais têm autonomia para listar irregularidades encontradas durante fiscalizações de rotina, e que essas irregularidades se tornam punições que vão desde a suspensão da obra, até a supensão do pagamento. "Eles suspendem o pagamento por qualquer motivo, ai a empresa que executa a obra não consegue pagar os trabalhadores, e vira um bola de neve, várias empresas passam pela mesma dificuldade, é muita gente nessa situação", afirmou.

Durante o protesto que durou cerca de quatro horas, um motorista chegou a ameaçar os manifestantes caso eles não liberassem a via, e arrancou com o carro na direção do grupo, a polícia militar precisou ser chamada, e para evitar confusão, orientou que a cada 30 minutos o trânsito fosse liberado. Os manifestantes concordaram, e aguardaram a chegada de um representante da empresa. Maria da Guia, presidente do Sintcma, sindicato que vem negociando junto à empresa uma solução para esse problema, explica que um novo acordo foi firmado, e que entre 30 de julho e 05 de agosto os trabalhdores devem receber os pagamentos. "A terceirizada abandonou a obra em novembro de 2018 por falta de condições de seguir com a execução, ela ficou com um saldo a receber que sanaria as dívidas trabalhitas, mas como havia RDs* para receber, a Norte não repassou esse recurso".

De acordo com o Sintcma, as RDs ou Retificações de Desvios, se referem às sanções aplicadas por conta das irregularidades encontradas pelos fiscais da Norte Energia. A terceirizada em questão teria mais de R$180 mil para receber, valor mais que suficiente para pagar os trabalhadores. Questionada sobre a situação com as prestadoras de serviço, a Norte Energia respondeu em nota que: com relação às manifestações de empregados da Construtora Macário motivados por alegados atrasos de salários, que vem ocorrendo desde ontem (24/07), em frente às suas instalações, em Altamira (PA), a Empresa está rigorosamente em dia com os compromissos contratados, portanto, não há nenhum débito ou pendência com a Construtora Macário.  A Empresa avalia no momento possíveis danos e prejuízos decorrentes da manifestação e ameaça de ocupação às suas instalações para tomar medidas cabíveis.  

  • Ato interditou a estrada do aeroporto em Altamira
Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários