Um curso promovido pela Norte Energia, concessionária da Usina Belo Monte, está abrindo novas oportunidades para mulheres do Médio Xingu ao ensinar todo o processo de transformação do cacau em chocolate. A capacitação reuniu 16 participantes de municípios da região e teve como foco a geração de renda, o fortalecimento do empreendedorismo feminino e a valorização da cadeia produtiva do cacau amazônico.
A região do Médio Xingu concentra mais de 80% da produção de cacau do Pará, mas grande parte dessa produção ainda é comercializada apenas na forma de amêndoas. O curso foi criado justamente para incentivar a produção de chocolates e derivados, agregando valor ao produto cultivado pelos agricultores locais.
Entre as participantes está Edivânia Nascimento Mendonça, moradora da zona rural de Vitória do Xingu, que vê na qualificação uma oportunidade para abrir o próprio negócio. Segundo ela, a formação representa uma porta aberta para o empreendedorismo e fortalece a confiança das mulheres em sua capacidade de empreender e conquistar independência financeira.
Outro destaque da capacitação foi o aprendizado sobre a extração da manteiga de cacau, produto de maior valor agregado que pode ampliar significativamente a renda de pequenos produtores. Para Ingrid Dayane Silva, de Senador José Porfírio, o conhecimento adquirido permitirá que sua família passe a produzir o próprio chocolate utilizando o cacau cultivado na propriedade.
O treinamento foi realizado por meio do programa Belo Monte Comunidade, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e destinado às integrantes do Instituto Amazônia – Coletivo de Mulheres Artesãs e Filhas do Xingu. Atualmente, o grupo reúne 174 mulheres e atua no fortalecimento feminino e no apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade social.
De acordo com a Norte Energia, a iniciativa também busca fortalecer a cadeia do chocolate amazônico e estimular novos empreendimentos na região. A empresa destaca ainda que já apoia seis marcas indígenas de chocolate e outras duas marcas criadas por meio de programas de empreendedorismo sustentável.
A capacitação teve carga horária de 40 horas e utilizou amêndoas produzidas pela empreendedora indígena Katyana Xipaya, proprietária da marca de chocolates Sídjä Wahiü. O curso abordou todas as etapas da produção, desde o tratamento das amêndoas até a fabricação das barras de chocolate.
Fonte: Norte Energia