
Foi através da operação denominada "Voo Livre", fase 2, que a Polícia Federal de Altamira apreendeu celulares, pendrives, uma espingarda calibre 12 semi automática, com 3 carregadores e 143 munições e 85 cartuchos calibre 22. A operação foi deflagrada nesta terça-feira (01), com o objetivo de combater o desvio de verbas públicas, fraudes em licitações e corrupção na prefeitura de Porto de Moz, no sudoeste do Pará.
Segundo informações da Polícia Federal, durante a primeira fase da operação foi descoberto que a família do atual prefeito do município estaria usando pacotes de viagens de turismo pagos pela prefeitura para viagens pessoais, o que segundo a lei, configura como crime.
Ainda segundo a PF, foi através de diversas mensagens encontradas em celulares de servidores públicos que teria sido confirmada que a empresa que seria a responsável pela venda desses pacotes de turismo teria vencido um processo licitatório fraudado. De acordo com a Polícia Federal, esses funcionários e pessoas que atuavam em torno desses processos licitatórios estariam ganhando vantagem ilícita.
Segundo os policiais, para a defraudação do processo licitatório, eram implementadas no edital cláusulas impeditivas arbitrárias que seriam emitidas pela prefeitura de Porto de Moz através de um documento dias antes da abertura das propostas por parte de outras empresas interessadas, o que seria, segundo a Polícia Federal, característico para ser direcionado a uma empresa específica.
Os objetos apreendidos pelos policiais foram encontrados na casa do prefeito do município. A arma de fogo estaria guardada debaixo da cama do filho do político. Um vereador foi preso por porte ilegal de arma de fogo e o prefeito por posse ilegal. Os objetos e os políticos foram encaminhados para a delegacia do município para prestar esclarecimentos.
Por meio de nota, o atual prefeito de Porto de Moz informou que tratava-se de uma operação de busca e apreensão e que os policiais não encontraram qualquer valor em dinheiro e nem documentos que comprovassem a denúncia. A nota diz ainda que a arma encontrada seria de um parente do prefeito que teria sido deixada no dia anterior, pois eles iriam para a área rural. A nota encerra dizendo que o mesmo foi para a delegacia prestar esclarecimentos e em seguida foi liberado e que estão colaborando com as autoridades para esclarecer dúvidas. Segundo informações da PF, o prefeito e vereador foram soltos após pagamento de fiança estipulada pelo delegado de Polícia Civil.