E foi na frente de duas testemunhas que os dois eleitores apostaram os próprios veículos. De um lado estava o Clearde e do outro o Jeová. A aposta foi feita dia 30 de setembro em uma das vias da cidade de Altamira, interior do Pará.
"Na verdade, tinha um colega meu que tava fazendo a aposta e eu falei que ele ia perder. e ele foi e chamou: 'Bora fazer aposta?', falei: 'Vamo!'. Fui feliz pra casa, mas não imaginava uma reviravolta dessa", explica o empresário Clearde Pimenta.
O desafio levou em conta quem tiraria mais votos no fim do primeiro turno entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT), Clearde até estava confiante, mas no fim da apuração veio a surpresa. O ex presidente, apelidado carinhosamente de "Velho da Cabeça Branca", pelo amigo dele, acabou ficando em primeiro lugar com uma diferença de mais de 6 milhões de votos (6.187.159).
"Acredito eu que o cara tem que ter palavra. A burrice foi minha em apostar, acabei perdendo e tenho que aceitar, né?!"
E como prometido, no dia seguinte (03/10) do primeiro turno, o empresário levou a sério e entregou a chave da caminhonete nas mãos do amigo, veículo que ele tinha há cerca de 1 ano. Essa aposta saiu caro, mais de 50 mil reais. Mas a amizade de mais de 5 anos permaneceu, pelo menos foi o que afirmou o Clearde.
E quem pensa que isso é novo, se engana, porque no estado do Goiás, dois amigos empresários também fizeram uma aposta de R$: 80 mil. Fábio Félix assinou um cheque e confiou que Bolsonaro ganharia, já o rival Rodrigo de Jesus apostou um carro de som se Lula virasse os votos. Agora esse resultado, a gente só vai saber no final do segundo turno.