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Saúde Sarampo

Sarampo: Pará vira o epicentro da doença no Brasil em 2020; entenda por quê

A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é aplicada em duas doses. A primeira aos 12 meses de vida e a segunda até os 29 anos de idade. Para conter o surto, autoridades estão oferecendo doses de reforço para bebês e jovens adultos.

25/11/2020 17h22
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Por: Redação Xingu 230 Fonte: BBC
Sarampo: Pará vira o epicentro da doença no Brasil em 2020; entenda por quê

Em um ano marcado pela pandemia de covid-19, pouco se fala de outra doença infecciosa que segue em alta no Brasil e no mundo: o sarampo.

Em seu mais recente boletim epidemiológico, o Ministério da Saúde calcula que, só em 2020, foram 8.217 casos e sete mortes pela doença no país. Os dados compreendem o período de 29 de dezembro de 2019 a 17 de outubro de 2020.

Além do número altíssimo para uma doença que pode ser evitada por meio da vacinação, há outro fato que chama a atenção no relatório: o Pará vive um verdadeiro surto de sarampo.

O Estado apresenta 5.294 casos confirmados (64% do total do país) e já notificou cinco mortes (71% do que foi registrado em território nacional).

Mas como o Pará se tornou o epicentro da doença no país?

Imigração e falha vacinal

Para entender direitinho essa história, é preciso voltar no tempo: em 2016, o Brasil recebeu da Organização Mundial da Saúde um certificado de eliminação do sarampo. Na prática, isso significava que o vírus causador da moléstia não estava mais circulando dentro de nossas fronteiras.

Em menos de dois anos, a conquista foi por água abaixo: em 2018, o país viveu um surto da doença como não sofria há quase duas décadas. Naquele ano, os Estados do Amazonas e Roraima foram os mais acometidos, com quase 10 mil indivíduos infectados.

Mas o que explica esse ressurgimento justamente nessa região do Brasil? "Houve uma reintrodução do vírus a partir da Venezuela, com a chegada dos refugiados que cruzaram a fronteira desses Estados", conta a infectologista Tânia Chaves, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará.

Que fique claro: a culpa pelo surto não deve ser creditada aos venezuelanos. Afinal, se toda a população brasileira estivesse vacinada contra o sarampo, o agente infeccioso não conseguiria circular livremente entre nós.

"Infelizmente, relaxamos nossa vigilância e tínhamos uma grande parcela da população desprotegida", lamenta Chaves, que também representa a Sociedade Brasileira de Infectologia.

Em 2019, a situação se agravou ainda mais, com a confirmação de 15 mil casos de sarampo. Os Estados mais atingidos foram São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.

Chegamos, então, ao surto atual no Pará. Os especialistas concordam que o sarampo parece ter "pulado" do Amazonas e encontrado no Estado vizinho toda uma população vulnerável. Em um contexto de baixa imunização, a proximidade com dois Estados que tiveram rem anos recentes um alto número de casos de sarampo deixou o Pará extremamente vulnerável à doença.

"O grande número de casos se deve a um bolsão de pessoas suscetíveis que se formou a partir das baixas taxas de vacinação nos últimos anos", analisa o sanitarista Bruno Pinheiro, diretor do Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará.

Vale dizer que o sarampo está entre as doenças mais contagiosas que afligem os seres humanos: um único indivíduo infectado chega a transmitir o vírus para outras 18 pessoas. A título de comparação, estima-se que, na covid-19, esse número varie entre 2 e 3.

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