Terça, 27 de Outubro de 2020 20:11
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Pará Abate ilegal

Bovinos e materiais de abate ilegal são apreendidos em operação no nordeste do Pará

800 kg de carne recém-abatidas em local inadequado foram apreendidas. Fiscalização flagrou carne sem embalagem e sem refrigeração.

22/09/2020 15h48
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Por: Redação Xingu 230 Fonte: G1 Pará
Foto: Adepará
Foto: Adepará

Cinco bovinos e utensílios entre facas, balanças e marreta, foram apreendidos em uma operação de combate ao abate clandestino de animais no município de Augusto Corrêa, no nordeste do estado. No município de Santa Luzia do Pará, foram apreendidos aproximadamente 800 kg de carne recém-abatidas em local inadequado. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (21), pela Grupo Agropecuário Técnico, Tático e Operacional (Gatto) da Adepará.

A ação contou com a participação da Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (Demapa) da Polícia Civil do Pará, Centro de Perícias Renato Chaves e Ministério Público do Estado.

Após a localização do proprietário, no município de Augusto Corrêa, foram lavrados os autos de infração por trânsito de animais sem a documentação sanitária obrigatória (Guia de Trânsito Animal - GTA) e abate de animais em local sem registro. Em Santa Luzia do Pará, foram apreendidos aproximadamente 800 kg de carne recém-abatidas em local inadequado.

Dejetos despejados irregularmente no solo, provocando poluição — Foto: Adepará

Dejetos despejados irregularmente no solo, provocando poluição — Foto: Adepará

 

Risco à saúde e crueldade contra animais

A carne apreendida estava desprovida de embalagem e sem refrigeração, além de não possuir origem conhecida e inspeção sanitária oficial, conforme preconiza a legislação. A inspeção do fiscal da Adepará é fundamental para detectar se o animal abatido sofria de alguma doença ou tinha lesões sugestivas de processo infeccioso, tais como tuberculose, brucelose e demais zoonoses.

O abate clandestino tem impactos em diversas esferas, entre eles: a saúde, na medida em que coloca em risco a saúde da população, já que são oferecidas mercadorias inapropriadas para o consumo, podendo provocar doenças e até levar à morte; meio ambiente, acarretando poluição ambiental com o depósito irregular da mercadoria ou com dispensa de dejetos e carcaças, de forma inapropriada, no solo, em mananciais etc.; e consumidor, uma vez que viola direitos básicos da relação de consumo, atingindo o direito difuso da coletividade.

Nos abates clandestinos, os animais são mortos a marretadas, facadas ou tiros, o sangue escorre por local inadequado, contaminando o solo e a água. Além de descumprir preceitos básicos do bem-estar animal, a qualidade da água utilizada é de origem duvidosa, já que ao longo de todo o processo se mistura com sangue, fezes e demais dejetos do abate. 

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o consumo per capita de carne bovina no Brasil é de 42kg por habitante/ano. Logo, a quantidade de produto cárneo apreendida na operação poderia acarretar riscos à saúde de até cerca de 14.600 pessoas.

“Isso demonstra a importância da fiscalização da produção e educação sanitária da população quanto aos produtos de origem animal que devem possuir rótulos, registro no serviço de inspeção, acondicionamento adequado e outros, objetivando a inocuidade do produto e minimizando os riscos à saúde pública”, diz médico veterinário e responsável pela Gerência de Carnes, Ovos e Derivados da Adepará, Marcos Braga Alves.

Para a gerente do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), Adriele Cardoso, "escolher produtos com selo de inspeção e que tenham procedência conhecida é sempre a melhor opção". "O barato pode sair muito caro”, alertou. Segundo Adriele, o risco maior é a toxinfecção alimentar, que pode levar à morte.

A regularização de estabelecimentos que abatem, beneficiam e manipulam produtos de origem animal deve ser feita junto à Gerência do Serviço de Inspeção Estadual.

Serviço

As denúncias de abate clandestino devem ser feitas por meio da Ouvidoria da Adepará, nos contatos (91) 3210-1101 / 1105 / 1121; (91) 99392-4264; e-mail: [email protected]

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