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Operação Medusa combate crime organizado e atentados contra agentes de Segurança Pública do Pará

As Forças de Segurança Pública do Pará, por meio da Polícia Civil, deflagraram na manhã desta quarta-feira (21), a Operação "Medusa”, visando a identificação e prisão de várias lideranças vinculadas ao crime organizado, as quais são...

21/07/2021 19h30
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Por: Redação Xingu230 Fonte: Secom Pará

As Forças de Segurança Pública do Pará, por meio da Polícia Civil, deflagraram na manhã desta quarta-feira (21), a Operação "Medusa”, visando a identificação e prisão de várias lideranças vinculadas ao crime organizado, as quais são responsáveis pelos crimes de homicídio e tentativas do mesmo delito contra agentes de segurança pública do Estado. Além de roubos, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Cerca de 150 agentes participaram das diligências que ocorreram de forma simultânea nos estados do Pará, Santa Catarina e Rio de Janeiro. 

Prisões– Ao todo, 18 mandados de prisão e busca e apreensões foram expedidos pela Justiça contra 17 pessoas investigadas, pois contra uma delas há dois mandados judicias emitidos por comarcas diferentes. Durante a manhã de hoje, 12 pessoas foram capturadas, sendo quatro lideranças de facções criminosas, três presos na Grande Belém, um em Santa Catarina e outros oito mandados foram cumpridos contra membros faccionados que já estavam à disposição da justiça no Sistema Penitenciário do Pará. Diligências continuam sendo feitas para localizar outros alvos que estão foragidos. 

Em Belém a concentração aconteceu às 4h30 na Sede da Divisão de Homicídios (DH), no bairro de São Brás. Agentes da DH, Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos (DHAP), Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e Núcleo de Inteligência Policial (NIP), receberam as primeiras orientações do Delegado-Geral da Polícia Civil, Walter Resende.  

O secretário de segurança pública e defesa social do Pará, Ualame Machado, ressaltou que diversas medidas de enfrentamento as ações criminosas cometidas contra agentes de segurança pública são constantemente realizadas, como o cursos de comportamento defensivo, alertas de atenção, fortalecimento de ações de prevenção nas ruas e a resposta, quando não é possível evitar de forma célere e técnica. “Nós estamos dando uma resposta de que o Estado não recuará. O Estado jamais estará à mercê do crime, pelo contrário, é o Estado que domina o cárcere e fora dele. Qualquer atentado contra qualquer ente público será dado uma resposta de forma muito técnica e dentro da legalidade, com eficiência”, ressaltou.

Segundo o Delegado-geral, Walter Resende, a ação executada pela PC-PA é resultado de um trabalho integrado de todos os órgãos de segurança, sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP) e com o apoio do Poder Judiciário e Ministério Público. “A operação foi deflagrada após apuração detalhada e já resultou na prisão de quatro investigados que atuam como conselheiros finais das facções, assim desarticulando todo o grupo criminoso. Com essas prisões e todo o resultado das ações que estão sendo feitas, queremos aprofundar as investigações. Portanto, a Polícia Civil junto a todos os órgãos de Segurança Pública do Estado vai continuar trabalhando de forma integrada para cumprir outras capturas de líderes que ainda se encontram foragidos”, ressaltou Resende. 

“Neste Governo, não há crime sem respostas dentro da legalidade, dos procedimentos e protocolos que estabelecemos. Nisto, o Sistema Prisional Paraense enfrenta hoje, a retomada dele por parte do Estado. Os ataques que enfrentamos é a reação do crime organizado que perdeu o espaço que possuía antes. O que acontece nesse momento é mais uma tentativa destas organizações infratoras mudarem este protocolo e tentarem ter domínio no sistema prisional. Porém, ressaltamos que um dos Estados que mais se destaca no combate e na queda continuada de todos os índices de criminalidade é o nosso Pará. Diante disso, vamos continuar trabalhando para combater os atos de associações criminosas”, afirmou o Secretário de Administração Penitenciária, Jarbas Vasconcelos. 

Apreensões– Drogas e materiais usados para produção e comercialização de entorpecentes, aparelhos celulares, armas de fogo e munições foram apreendidos durante as buscas. Todo o material será periciado e usado nos Inquéritos Policiais.

Por Roberta Meireles (PC)
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